A Cooperativa da Agricultura Familiar de Cariacica (CAFC) mudou as possibilidades de comercialização da banana para agricultores do município capixaba. Criada em 2017, a organização passou a reunir produtores em busca de novos mercados.
A iniciativa surgiu após um período de preços baixos e dificuldades para encontrar compradores, entre 2016 e 2017. Segundo a reportagem original, os produtores viram na atuação coletiva uma forma de enfrentar obstáculos que afetavam a venda individual.
Entre os agricultores envolvidos estão Sérgio Boldi, de 52 anos, e Eduardo Geraldo Facco, que ingressou na cooperativa em 2017. Ambos trabalham com a produção rural em Cariacica e relataram desafios para escoar a banana.

A produção dos cooperados passou a alcançar escolas, outros estados e novos mercados além das fronteiras brasileiras, conforme a reportagem. A experiência aborda a organização dos agricultores, a busca por compradores e as dificuldades enfrentadas antes da cooperativa.
A criação da CAFC diante das dificuldades de comercialização
Para Sérgio Boldi, a agricultura faz parte da história da família: ele contou que seus pais também trabalhavam no campo e que aprendeu desde criança a lidar com a terra e com a banana. Essa experiência familiar antecede sua participação na Cooperativa da Agricultura Familiar de Cariacica (CAFC).
Em 2003, a família de Boldi se mudou de Guarapari para Cariacica, mas a atividade rural continuou presente em sua trajetória. O agricultor disse que gosta de trabalhar com a produção agrícola e de cultivar o alimento consumido por sua família.
Ao explicar a formação da cooperativa, Boldi relacionou a organização coletiva à possibilidade de facilitar as vendas: segundo ele, em grupo fica mais fácil comercializar o produto. O relato situa a CAFC como uma iniciativa construída por agricultores que buscavam enfrentar dificuldades que, individualmente, pesavam sobre a venda da banana.
Da venda em feiras e a atravessadores a novos mercados
Eduardo Geraldo Facco descreveu um período em que havia pouca perspectiva de venda e os produtos eram comercializados principalmente em feiras ou por meio de atravessadores. A atuação da cooperativa de banana em Cariacica abriu, segundo seu relato, portas para outros mercados.
Facco afirmou que, com a entrada da cooperativa na comercialização, a produção dos agricultores chegou a dobrar. Ele apresentou esse aumento ao comparar a situação anterior, concentrada nas feiras e nos atravessadores, com as possibilidades de venda abertas pela organização coletiva.
O baixo preço também podia tornar inviável retirar a banana da propriedade: Facco contou que já perdeu mercadoria e produção porque não conseguiu vender. Em algumas ocasiões, segundo o agricultor, nem cortar nem transportar a fruta compensava financeiramente.
